Coudet desabafa sobre problema no Inter: “Hoje não dá”

Redação Vozes
9 de julho de 2024

Ricardo Duarte / Internacional

Em entrevista coletiva após a derrota do Inter para o Vasco por 2x1 no retorno da equipe ao estádio Beira-Rio, Eduardo Coudet explica as dificuldades para implementar sua filosofia de futebol em 2024, após a tragédia das enchentes.

“Houve inundações, 30 dias parados e jogamos a cada menos de 72 horas. Não tem. Fisicamente, não tem como. É uma maneira de jogar, pensar. É um estilo que gosto e tento impor, mas hoje não dá. Praticamente não treinamos do último jogo para este. Sempre reconheço que este grupo, apesar das adversidades, tenta", explicou.

O treinador também ressaltou a forma como a sua filosofia de futebol, com marcação alta buscando o erro do adversário, impacta no desgaste físico dos atletas do Inter.

"O cansaço afeta a cabeça. Se eu mostro o famoso GPS, corremos mais do que os rivais nos últimos 10 jogos. Certamente hoje também. São números significativos. O cansaço existe e precisa estar descansado para ter a “faísca” esta e a melhor forma. Gostaria de pressionar lá na frente, atropelar. Hoje o grupo não tem como. Não temos como. Acho que vamos durar 20, 25 minutos. Como treinador precisamos nos adaptar às condições que tem. Concordo contigo. Gostaria de ir pressionar como normalmente fazíamos, pressionando cada bola e cada saída, mas não podemos”

O período do Inter longe do estádio Beira-Rio

Ao todo foram 70 dias que o Inter ficou longe da sua casa. A última partida do Colorado no estádio Beira-Rio havia sido no empate por 1x1 contra o Atlético-GO, no dia 28 de abril, partida válida pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Durante o período longe do Rio Grande do Sul, foram 11 partidas disputadas, oito pelo Brasileirão e três pela Copa Sul-Americana. Ao todo o Inter somou cinco vitórias, três empates e duas derrotas, sendo apenas uma jogando como mandante.

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